Novo Gama - Apresentado por Ozéas de Oliveira

Wednesday, March 29, 2006

Acabando com jogos de azar : Se a moda pegar no Entorno...





Data : Quarta-feira 29 Março 2006 - Bom Dia DF



Reportagem




Contra os jogos de azar

Marina Franceschini / Wilson de Souza




Em poucos minutos as máquinas viraram entulho. Ao todo, 150 caça-níqueis foram destruídos no Departamento de Polícia Especializada. Mas ainda resta muito trabalho. Quase dois mil equipamentos eletrônicos, apreendidos nos últimos sete anos, estão à espera de uma decisão da Justiça.

As operações para flagrar jogos proibidos são rotineiras. A polícia recebe denúncias anônimas ou age depois de investigar locais suspeitos. Os donos das máquinas, que vendem os caça-níqueis, geralmente escapam da punição.

O comerciante é quem paga o preço. Donos de bares que se arriscam para aumentar o faturamento ou que nem sabem do perigo. Na hora do flagrante, não tem desculpa. O infrator é preso, tem que responder a um processo na Justiça por contravenção de jogos de azar e ainda pagar multa.

“A polícia tem que cumprir o seu papel, que é prender quem estiver explorando máquinas caça-níqueis. Por trás de uma atividade que parece simplória está o crime organizado”, alerta o corregedor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro.

http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060329-157706,00.html

Camara de Vereadores de Novo Gama está gastando dinheiro para divulgar informação desnecessária?


Advinhe onde está o absurdo nesses anuncios.

- Só para ajudar a pensar: já estamos no mes de março;
- essa edição foi distribuida no mes de março.
Deixa a Imprensa Local descobrir isso. Cadê A Voz do Povo?

E agora?
Qual vai ser a desculpa, digo, justificativa?
Meu nome é OZÉÉÉÉAS!

Thursday, March 23, 2006

Falta respeito ás pessoas que pagam caro pela baixa qualidade dos serviços de transporte coletivo

Essas pessoas que deveriam receber tratamento diferenciado devido as suas necessidades especiais, se veem obrigadas a suportar o insuportável.




A lei existe. É facil estabelecer uma lei. Gasta-se incontáveis milhares de reais para que uma lei seja homologada. Mas para que certas leis se não há policie para que sejam cumpridas. Esses passageiros são obrigados a se espremerem nesse reduzido espaço onde o empura-empura de passageiro perdura toda a viagem.

Sem contar que esses passageiros são obrigados a aguentar o excessivo barulho do motor, o calor e a fumação devido a falta de isolamento na tampa do motor. As empresas alegam que não são obrigadas a cumprir essa lei. Mas esquecem-se de cumprir obom atendimento, principalmente quando deixam os passageiros no meio da estrada. Ozéas de Oliveira



Nesta foto vê-se uma barra de ferro solta, prestes a ferir o aluno que segue para a escola. Onibus da Anapolina numero 96404

Novo viaduto melhora tráfego





Novo viaduto melhora tráfego
Postado em: 23/03/2006 às 09h52min


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Os moradores da região do Entorno e do Gama ganharam ontem um complexo viário que facilitará o tráfego na BR-040 e na DF-290. A obra, inaugurada ontem pelo governador Joaquim Roriz, inclui a conclusão de um viaduto no cruzamento das duas rodovias, o recapeamento da DF-290 até o Gama e nova iluminação em um trecho de 9km, com lâmpadas a vapor de sódio . A inauguração foi dividida em duas partes. Pela manhã, o governador apresentou à comunidade o viaduto e a pista recapeada. À noite, ele ligou a chave de energia elétrica do sistema de iluminação do complexo. No total, o GDF gastou R$ 18,3 milhões com as melhorias.


“O viaduto representa o fim do risco de vida para 50 mil pessoas que diariamente utilizam esse cruzamento e os acessos ao Gama, Valparaíso e Santa Maria”, avalia o secretário da Agência de Infra-Estrutura e Obras, Tadeu Filippelli. Antes da obra, os motoristas que saíam do Gama, de Santa Maria e de alguns municípios goianos, como Novo Gama e Céu Azul, enfrentavam dois obstáculos para chegar até Brasília. Primeiro, precisavam sair da DF-290 e tomar a BR-040 no sentido de Belo Horizonte (MG). Depois, tinham que fazer um retorno na BR-040 para seguir em direção a Brasília. As duas manobras perigosas foram substituídas pelo viaduto. O secretário observou que o projeto original — feito durante o governo anterior –precisou ser alterado. “As alças (pistas curvas que dão acesso ao viaduto) ficavam muito próximas de algumas áreas residenciais”, explicou.

Apesar das modificações, a obra trouxe algumas dificuldades para os moradores da Quadra A do Condomínio Parque Esplanada I, em Valparaíso. Eles tiveram a via de acesso à BR-040 fechada. “No momento, nossa prioridade é a construção de uma pista asfaltada de 100m para ligar novamente o condomínio à rodovia”, garantiu Filippelli, que não adiantou quando a obra será realizada.

A primeira cerimônia começou às 11h. Em um palanque montado em cima do viaduto, estavam presentes o governador, a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, o secretário Tadeu Filippelli, o secretário de Obras, Rôney Nemer; o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, Brasil Américo; o senador Paulo Octavio; o deputado federal José Roberto Arruda e o administrador de Santa Maria, Paulo Roriz, entre outras autoridades.

Durante a inauguração na manhã de ontem, o governador apresentou uma placa comemorativa que leva o nome da obra. “O viaduto se chama Desembargador José Dilermano Meireles. Ele nasceu na Fazenda Saia Velha, aqui perto da obra. Foi um homem público brilhante”, afirmou. “A obra ficou maravilhosa. A área está arborizada, asfaltada, iluminada”. Roriz disse ainda que fez questão de deixar a construção do viaduto como uma das últimas realizações de seu governo. “Isso é para mostrar que não tenho constrangimento em terminar uma obra deixada por um antecessor”, argumentou.

Correio Braziliense

Finalmente temos iluminação na rodovia DF 20, que dá acesso à Novo Gama. Foi inaugurada ontem, 22 de março 2006

Antes da iluminação, assim era a escuridão. O que vemos agora são as luzes acessas, embora a definição não seja nítida. Mas os pontos claros são as luzes.
Viva o GDF que tem nos apadrinhado. O Governo do Goias parece se "escorar" no DF e se escusa de assumir suas responsabilidades. Afinal, tem quem supra as necessidades de seus eleitores... assim é fácil. Aos esclarecidos: votem nulo nas próximas eleiçoes!




TRANSPORTE coletivo do Entorno - Sacrifício sem Fim

Falhas nos serviços das empresas que fazem as linhas de ligação das cidades vizinhas com o Distrito Federal penalizam a população. Coletivos andam lotados e em condições precárias, e há poucas linhas e paradas. Especialista propõe gerenciamento único

Roberto Fonseca
Da equipe do Correio

Fotos: Nehil Hamilton


Com defeito no sistema de freios, o ônibus que fazia a linha Águas Lindas-Rodoviária do Plano Piloto na quinta-feira pára na estrada e todos são obrigados a descer: transtorno e atraso para os usuários
Jardim Ingá, bairro de Luziânia, cidade goiana distante 58 quilômetros do Plano Piloto, quarta-feira, 6h45. A empregada doméstica Ivonete Rosa Barbosa, de 19 anos, entra em um ônibus da Viação Anapolina. Destino: 414 Sul. Ela paga R$ 1,80 por uma hora e 20 minutos de sofrimento. Terá de viajar em pé, sem perspectiva de sentar em um dos bancos. ‘‘O povo desce somente na Rodoviária.’’
Águas Lindas, ponto de ônibus em frente ao posto Texaco, quinta-feira, 6h35. O coletivo da empresa Santo Antônio pára, com problemas. Uma das rodas apresenta falhas no sistema de freio. Todos os passageiros descem. A doméstica Antônia Lima Souza, 36, está inconsolável. Tem medo de perder o trabalho temporário — conseguido com muito esforço — em uma casa na 714 Norte. ‘‘Vou chegar atrasada mais uma vez. E de novo por causa do transporte.’’ O carro reserva chega 14 minutos depois.
As duas situações, ocorridas na semana passada, ilustram o drama diário dos duzentos mil usuários do sistema de transporte público no Entorno do Distrito Federal. Gente que depende de ônibus para ir trabalhar e encontra um serviço de péssima qualidade. ‘‘Aqui continua como terra de ninguém. Ainda é a terra do nem. Nem DF, nem Goiás’’, critica Flávio Dias Pereira, morador do Pedregal, bairro do Novo Gama.
Durante dois dias, na semana passada, a reportagem do Correio ouviu histórias de passageiros, motoristas e cobradores de três cidades do Entorno. E viu como as falhas no transporte público na região — coletivos lotados e precários, quantidade insuficiente de linhas e poucos pontos de ônibus — castigam o usuário.
As deficiências também foram apontadas por consultores do Conselho Administrativo da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Coaride), vinculado ao Ministério da Integração Nacional (leia quadro). Durante 14 meses, eles percorreram as 22 cidades da região. ‘‘O estudo servirá de base para padronizar tarifas e o comando operacional’’, explica Marcos Formiga, secretário extraordinário de Desenvolvimento do Centro-Oeste e presidente do Coaride.

Controle de rotas
Um dos problemas apontados pelos técnicos exige solução imediata. Os ônibus do Entorno rodam no Distrito Federal sem nenhum tipo de supervisão. O Ministério dos Transportes, o Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos (DMTU) e a Polícia Rodoviária Federal não controlam rotas e horários. Também não verificam as condições de segurança nem a emissão de fumaça e poluentes dos veículos.
De acordo com o coordenador de Transportes Rodoviários da Secretaria de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes, Márcio Mendes Soares, a recém-criada Agência Nacional de Transportes Terrestres deve mudar esse quadro. ‘‘Questões como controle de horário e ônibus cheio devem ser acompanhadas de perto’’, afirma.
A função do Coaride é definir e implantar as mudanças para melhorar o transporte público na região. É provável que regras em vigor em Brasília sejam estendidas às cidades vizinhas. O assunto será discutido na próxima reunião do conselho — marcada para 17 de abril. ‘‘Uma coisa é certa. Precisamos humanizar o transporte no Entorno’’, acredita Marcos Formiga.
Uma das prioridades do Coaride é ampliar o número de linhas. A maior parte dos itinerários tem como destino a Rodoviária do Plano Piloto ou Taguatinga. Nenhum ônibus do Entorno passa no Lago Sul, Lago Norte, Cruzeiro e Guará. ‘‘Muitas vezes somos obrigados a pagar duas ou três passagens para chegar em determinados locais do DF’’, comenta o motorista desempregado Mauro Pereira dos Santos, 39 anos, morador do Céu Azul, bairro de Valparaíso.
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) José Alex Sant’Anna, o problema do sistema de transporte no Entorno é a falta de um gerenciamento único. ‘‘Os estados e o governo federal deveriam se unir e tratar o assunto como uma questão da região metropolitana de Brasília. Basta apenas querer fazer’’, afirma.
Na opinião do especialista, o gerenciamento único servirá para melhorar, por exemplo, a circulação dos ônibus. ‘‘Uma tabela fixa de horários melhora a situação. As empresas hoje rodam sem compromisso com o conforto do usuário.’’
Um transporte decente é o que pede Ivonete Rosa Barbosa, a empregada doméstica de Luziânia que enfrenta ônibus lotados todos os dias. E o pior: sempre viaja em pé. São cerca de 40 km até a 414 Sul, onde trabalha. ‘‘Sofro duas vezes por dia. Na ida e na volta’’, lamenta.



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À espera de dias melhores



Tercílio Joaquim Matos, 62 anos
Acostumado a dirigir os carros da oficina mecânica onde trabalha, em Valparaíso, Tercílio Matos concluiu na manhã de quarta-feira que não pode depender do transporte coletivo. Das 7h25 às 8h17 daquele dia, nenhum ônibus que cobra R$ 1,10 pela passagem passou pelo ponto situado em frente ao posto II do Corpo de Bombeiros, na BR-040.
Tercílio precisava de um ônibus que o levasse até o Setor Sul do Gama, onde teria uma consulta dentária. Esperou sentado, durante 53 minutos. Resultado: perdeu a hora. ‘‘É difícil. As empresas só rodam com as linhas mais lucrativas. Cadê o governo para fiscalizar?’’, pergunta.
A resposta é bem simples. Não existe fiscalização. Apesar do Ministério dos Transportes ter convênios assinados com o Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos e com a Polícia Rodoviária Federal, o acordos de cooperação ainda não saíram do papel. Ninguém fiscaliza horários e itinerários dos ônibus do Entorno. ‘‘Por escassez de pessoal, agimos somente a partir de denúncias’’, explica Márcio Mendes Soares, coordenador de Transportes Rodoviários da Secretaria de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes. O telefone para reclamações é 0800610300.

Sebastião Pedrozo, 73 anos
Com aposentadoria de um salário-mínimo por mês, o jardineiro Sebastião Pedrozo vive numa casinha de quatro cômodos na área central de Águas Lindas. Há 20 anos na cidade, ele tem na ponta da língua a situação do sistema de transporte público no município. ‘‘Aqui é complicado. Os ônibus andam lotados e nem sempre deixam o idoso andar de graça, como no Distrito Federal.’’
Duas vezes por semana, quando faz bicos em jardins de Taguatinga, Sebastião vive o drama de depender de ônibus. Por volta de 7h da manhã, é praticamente impossível entrar em um coletivo no ponto em frente ao supermercado Tatico. ‘‘São poucos os que param. Não adianta dar sinal.’’
O jardineiro só conseguiu pegar um ônibus depois de 13 minutos. Subiu num coletivo da viação São Vicente. Depois de mostrar a carteira de identidade ao motorista, ele entrou pela porta de trás. Não precisou pagar a passagem. ‘‘O funcionário que não levar deficiente ou idoso, nós mandamos embora’’, afirma Antônio Sobrinho de Góis, fiscal de tráfego da empresa.

Sebastião da Silva Barros, 32 anos

A família vibrou. Ele ficou empolgado. Quando o ex-ministro dos Transportes Eliseu Padilha lançou o passe livre interestadual para deficientes carentes, em maio do ano passado, a notícia foi comemorada pelos familiares de Sebastião da Silva Barros, portador de deficiência mental. Era prenúncio de dias melhores para o rapaz. ‘‘Achávamos que ele teria o mesmo benefício dos portadores de deficiência do Distrito Federal’’, diz a irmã Sandra, 37.
Quase dez meses depois, a lei ainda não saiu do papel para aquela família. Mesmo apresentando todos os documentos necessários, ele não recebeu o passe livre até hoje. ‘‘Falam para a gente aguardar. Alegam que são muitos pedidos e que deve demorar um pouco’’, fala Sandra.
Enquanto o documento não sai, Sebastião apresenta um passe de deficiente, válido nos ônibus urbanos do Distrito Federal, para tentar não pagar passagem. A maioria dos motoristas não aceita. ‘‘São poucos os que deixam eu entrar de graça’’, diz ele.
Sebastião anda diariamente de ônibus. Sai de casa, em Águas Lindas, às 7h da manhã e só volta no fim do dia. Ele faz tratamento no Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga, que atende pessoas com problemas mentais. Uma das tarefas é pintar panos de pratos na serigrafia do hospital.


Ozéas de Oliveira

http://www2.correioweb.com.br/cw/2002-02-25/cab_105903.htm#

Resultados do inchaço - no Entorno de Brasília

Os adolescentes discutem os problemas da Cidade Ocidental, que cresceu 10 vezes, em apenas 15 anos.

“Os bandidos estão vendo que a cidade está crescendo. A cidade está ficando maior, e estão matando gente”, fala Rômulo Damasceno, 13 anos. “É muito ruim ficar só preso dentro de casa. A gente também tem de sair se divertir. Desse jeito não vai ter como”, diz Priscila Alves, 15 anos.

A violência, a escola velha, o posto de saúde sempre cheio. Não é discurso. Eles falam da vida cotidiana numa das regiões que mais crescem no Brasil.

O Entorno tinha muita terra vazia. Os proprietários e muitas vezes os grileiros foram abrindo centenas de loteamentos, sem infra-estrutura e sem serem incomodados pelas autoridades.
Rapidamente surgiam as primeiras casas, ruas, bairros, cidades inteiras.

“Ausência de responsabilidade de administradores passados e legisladores, que muitas vezes comprometidos com os empresários acabaram autorizando esses loteamentos, sem nenhum tipo de infra-estrutura”, explica Marconi Perillo, governador de Goiás.

Agora os prefeitos não têm dinheiro para garantir água, esgoto, asfalto para tanta gente! “A prefeitura hoje está arrecadando mal da pra pagar a folha de pagamento”, fala o prefeito.

O Entorno ainda tem 500 mil lotes vazios. Mas o que vai acontecer com a nossa qualidade de vida se a região continuar crescendo tão rápido? “Se a gente não der qualidade de vida para essa população que está na periferia, como emprego e educação, no futuro teremos problemas que vemos em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, onde a violência é cada vez maior. Onde a qualidade de vida é cada vez menor”, explica Ana Maria Nogales, pesquisadora da UnB.

Os governos já se uniram em alguns setores, como na segurança pública. O federal doou 33 viaturas novas ano passado. O DF manda policiais para o Entorno para operações especiais, como uma, comandada pela polícia goiana.

"Nós reconhecemos os esforço do governo de Goiás em melhorar a estrutura em Águas Lindas, mas ainda não houve efetivamente a implementação de políticas públicas nessa área”, comenta Marcelo Meirelles, promotor.

“Nós queremos é dá essa gestão, que o prefeito se envolva, contribuindo com a prevenção completando a capacidade de repressão do estado, o que já está quase no limite”, fala Luiz Fernando Corrêa, secretário Nacional de Segurança.

A criação da Ride – Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno – é outro exemplo de ação integrada dos governos. Mas está sem dinheiro.

"A Ride sem um fundo constitucional pra ela não muda muito nossa situação, nós precisamos que tenhamos a Ride, mas que se tenha dinheiro para ser investido em todos os municípios do Entorno de Brasília”, diz Célio Silveira, prefeito de Luziânia.

Os prefeitos do Entorno concordam que governadores e autoridades federais conhecem a gravidade dos problemas da região. Mas reclamam: de muitos discursos e poucas ações.

“Da forma que vem crescendo, ela é inconveniente para qualquer administração e sociedade”, fala José Valdécio, prefeito de Valparaíso.

“Nós precisamos do apoio maciço, a presença forte do governo federal para que possamos reverter essa situação”, diz Perillo.

Durante esta semana, nós vimos que administradores – do passado e do presente – deixaram o Entorno explodir. Agora, em ano eleitoral, todos prometem melhorias. Conversa que os moradores conhecem bem. Mas o que eles querem são ações; o mínimo para viver com dignidade! “Se não tiver esperança não vai pra frente, para que fique melhor”, fala um morador.

“Isso aqui é uma panela de pressão do jeito que ela está ela vai explodir. E onde ela que vai explodir? Vai explodir no quintal do Palácio da Alvorada, do Palácio do Planalto, com certeza”, afirma Plínio Rodrigues de Araújo, prefeito da Cidade Ocidental.
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Inchaço populacional


Falta de hospitais no Entorno sobrecarrega Brasília
O Distrito Federal e as seis maiores cidades do Entorno formam o que os especialistas chamam de uma mancha urbana ou uma grande cidade. Sem perceber os moradores dos dois lados mudam de unidade da federação várias vezes ao dia. E como em toda grande metrópole, também compartilham os problemas.

Oito mil crianças do Entorno estudam no Distrito Federal. O equivalente a oito escolas lotadas. O nosso trânsito lento de cada dia tem 100 mil carros das cidades vizinhas.

Mas nada se compara à procura pelos hospitais. Na emergência do maior hospital de Brasília, entre os pacientes de outros estados, 90% são do Entorno. Em apenas uma hora no Hospital de Base encontramos, o Elias e a Isaura, do Novo Gama; a Noêmia, Daiane e o Luiz, de Luziânia; Aldo e Emerson, de Planaltina de Goiás; Adalci, de Padre Bernardo e Vanderlei, de Valparaízo. Só para citar alguns exemplos.

E eles vêm à procura de um atendimento básico. Estava com infecção no dente. Não tinha recurso em Lago Azul, fui para o Gama e me encaminharam pra cá”, diz Elias Pereira, estudante.

“Em Luziânia tem o hospital que é pago e o que não é paga. No público, eles não quiseram receber, ele tinha que vir pra cá”, fala Noêmia Alves, dona de casa.

Todo brasileiro tem direito à saúde pública, independentemente do endereço. Mas o GDF reclama que não tem recursos para atender a tanto doente de fora. “Nós investimos aqui na Secretaria de Saúde, por ano, cerca de R$ 1,5 bilhão. A metade disso é para atender gente de fora mesmo. Se nós não tivéssemos essa gente de fora, nosso sistema seria inteiramente aliviado, tranqüilo”, explica José Geraldo Maciel, secretário de Saúde/DF.

Mas muitos doentes poderiam ser tratados no Entorno, perto de casa. Em Valparaízo, um hospital começou a ser construído em 1998 e está incompleto, abandonado. Na Cidade Ocidental, o hospital não faz nem um raio X.

Em Santo Antônio do Descoberto o maior flagrante de desperdício do dinheiro público. O hospital novo, que custou R$ 5 milhões, deveria ser entregue em agosto de 2002. Deveria. É impressionante o tamanho do hospital. É muito grande a enfermaria, praticamente pronta, mas completamente vazia. O hospital fantasma é o único de Santo Antônio de Descoberto.

Em Águas Lindas, o projeto do novo hospital parou na pedra fundamental - lançada com festa há mais de três anos. “Teve um festão aí. Veio até o governador de Goiás. No outro dia arrancaram à placa daí”, fala um morador.

"Por falta de dinheiro. Nos temos trabalhado no limite dos nossos recursos, das nossas receitas para enfrentar essas questões no Entorno de Brasília. Acabamos de comprar um hospital para a prefeitura de Águas Lindas, de urgência, já pronto, e estamos passando os recursos ao prefeito”, fala
Marconi Perillo, governador de Goiás.

Mas a Josefa Simões Moura não encontrou médico para o filho, nem no posto. Tentará agora no Distrito Federal, onde a migrante do Piauí sonhava morar. “Estou arrependida. Não pretendo ficar aqui muito tempo”, afirma Josefa Simões Moura, servente.
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Márcia é manicure. Adalcir faz serviços gerais. “O meu último emprego era de varrer rua, em Brasília. Mas em janeiro agora fez dois anos que estou parado”, fala Aldacir, desempregado

Quando surge uma vaga... “Eles preferem mais gente que mora lá, em Brasília, né? Por que pagar passagem pra cá, não é mesmo? Tenho procurado emprego fixo, mas nunca consegui”, diz Márcia, desempregada.

Adalcir e Márcia são o retrato fiel do desemprego no Entorno. Trabalhadores adultos, sem qualificação.

Mais de 43% dos chefes de família não completaram nem o primeiro grau. Só 2,5% têm curso superior. Sem estudo, são poucos os que conseguem um emprego formal, com carteira assinada, 34,4%. O índice de desemprego é três vezes maior que a média nacional.

Para os especialistas em segurança pública, ele agrava outro problema: a violência. “Se nós tivéssemos empregos suficientes para a população, os índices de violência cairiam com certeza 30% em termos globais”, Major Marques de Azevedo, comandante PM

Foi só nosso carro de reportagem parar na periferia de Valparaízo, e dezenas de moradores correram para denunciar o avanço da criminalidade. “O bandido colocou a arma na minha cabeça e disse para eu só olhar para frente e continuar caminhando”, disse um rapaz. “A gente não pode deixar a casa sozinha porque eles entram e carregam tudo”, conta uma senhora. “Chegaram quatro ladrões, puseram a arma na cabeça e colocaram a gente para dentro de casa e bateram muito”, fala um jovem.

Na Esplanada V, uma casa está à venda. A moradora, Elisêngela Santos, decidiu vender o imóvel e ir embora. “O que adianta você vir para aqui e não ter segurança. Eu vou embora e vou deixar a minha casa aqui. Se eu conseguir vender essa, eu compro outra em outro lugar. Se não, eu vou morar de aluguel”, diz Elisangela.

A violência encontra terreno fértil onde a polícia está sucateada. Nas delegacias, faltam investigadores, atendentes. Uma delegacia está fecha às 18h. Na outra, o telhado foi aberto pela chuva e a estrutura de trabalho é precária. Os carros estão aos pedaços. Os computadores não funcionam. Falta o equipamento básico.

Um rádio seria para se comunicar com a polícia de Brasília, o outro com a polícia de Goiânia, mas nenhum dos dois funciona.

Vaparaízo tem um delegado, para 150 mil habitantes. Num dos bairros mais violentos, a PM acaba de fazer o flagrante: prendeu dois homens armados numa tentativa de assalto. Mas a delegacia não tem delegado para fazer o flagrante.

“Tem escrivão de polícia fazendo procedimento de flagrante, sem a presença do delegado, o que é proibido pelo Código de Processo Penal. O que invalida qualquer ato dessa natureza”, explica Silveira Alves de Moura, presidente da Sinpol.

Em outra delegacia, em Águas Lindas, a fossa está entupida há seis meses. Segundo os funcionários, o mau cheiro chega lá dentro onde duas celas pequenas têm 42 presos.

Durante o ano de 2005, a polícia registrou 342 mortes violentas no Entorno. No total, foram registradas 5.750 ocorrências de roubo, média de 16 por dia. Mas os delegados sabem que os números reais são bem maiores, porque muitas vítimas não procuram mais a polícia.

Em sigilo, um delegado revelou, dos 60 homicídios na região dele, só conseguiu investigar 10. Por isso, diz o promotor, Águas Lindas se transformou na cidade mais violenta do estado de Goiás.

“A impunidade é o principal motor do aumento da criminalidade. Por exemplo, em 2005, houve aumento de mais de 60% no numero de homicídios em Águas Lindas. Ou seja, em razão desse dado Águas Lindas voltar ao lugar de cidade mais violenta de Goiás”, diz Marcelo Meireles, promotor.

A Camara de Vereadores pode interferir nesse caso, mas desconheço qualquer iniciativa! Será que existe algo que não devemos saber?


Quinta-feira 23 Março 2006 - Bom Dia DF


Caos no Transporte coletivo do Entorno


Empresas do Entorno não apresentaram projeto de melhoria exigido pela ANTT. Mesmo assim, ganharam um prazo maior.

As empresas tinham até 13 de março para apresentar um plano de melhorias. Principalmente para a conservação e conserto dos ônibus, superlotação e atrasos constantes. Dez dias depois do prazo, só duas das seis empresas responderam a notificação da ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, se comprometendo a corrigir as falhas.

As empresas não serão punidas. Ao contrário, ganharam novo prazo: 29 de março. É a data de uma reunião marcada entre a ANTT e representantes de todas as empresas, para mais uma vez discutirem possíveis soluções.

“Eles vivem fazendo reunião, mas não resolvem nada. Continua tudo do mesmo jeito. Passagem cara, não tem lugar pra sentar... É um verdadeiro caos! Acho nunca vai melhorar!”, reclama a empregada doméstica Damiana da Silva.

O diretor da ANTT, Gregório Rabelo, ainda vê boa vontade dos empresários e espera que todos apresentem o plano de melhorias exigido. “Eu acredito que o prazo é razoável. Os problemas não são de fácil solução. São vários problemas, incluindo a deterioração da frota. São medidas que demandam dinheiro e tempo”, afirma.

Os empresários tentam justificar o pior transporte público do país, na avaliação dos passageiros: o Entorno cresceu rápido demais, as ruas e estradas são precárias e consideram a tarifa barata para uma viagem interestadual. Mesmo assim, eles dizem que vão mostrar as providências, como treinamento de funcionários e compra de ônibus novos.

“A Viação Anapolina já adquiriu 50 ônibus, que devem começar a rodar até o final de abril. Me parece que a Taguatur adquiriu 12 veículos e o Grupo Amaral também já está providenciando novos carros”, conta Antero Mito Filho, advogado da Associação das Empresas de Ônibus.

“Chama o dono da empresa, mostra pra ele a situação dos ônibus por dentro e pergunta se ele teria coragem de usar todos os dias!”, desafia um passageiro.

A ANTT informou que só no segundo semestre do ano passado, aplicou mais de um milhão de reais em multas nas empresas do Entorno.


http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060323-156714,00.html

Wednesday, March 22, 2006

Por do sol e inicio de noite em minha cidade - antes da nova iluminação na pista DF 20



Vereadores de Novo Gama


1997-2000
Jose Geraldo de Oliveira
Raimundo Nonato Sales
Sonia Chaves de Freitas
Antonio Duarte Ferro
Carmelito Eduardo Silva
Honorina Maria de Araújo Gomes
Francisco Correia Sobrinho
Henriqueta Vasques de Araújo
Wilson Simplicio Feitosa
Mauri Portela de Sousa


2001-2004
Waldemir José Guedes
Raimundo Nonato de Sousa
Manoel Soares Filho
Afrânio Dimas Meireles
Maria Aparecida Pegorin
Vera Lucia Silva
Alan Feitosa Simplicio
Francisco Dias de Moraes
Sebastião Machado Felix
Nicodemos Bezerra de Lima
Francisco das Chagas Lopes

2005-2008

NONATO DA FARMACIA
FRANCISCO DAS CHAGAS
PASTOR LUIZ
AKALANTO
ZEZINHO DA FEIRA
GONÇALVES
MARCIEUDO
JG MEU REI
VALDEMIR JOSÉ GUEDES

Simbolos do Municipio de Novo Gama - Brasão, Bandeira e Hino













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Hino Novo Gama-GO

- Letra:
Khátia Moreira Silva Andrade
Elizabet Mary R. Silva

Música:
Profº Kleber Cristovão Lopes



Da fronteira de um grande estado
dos irmãos em migração
nasceu um povoado
formando uma população
Gente humilde e sonhadora
nesta terra de imensidão
nessa vida sofredora
encontramos a união

(Refrão)
Novo Gama aconteceu
para entrar em nossa história
foi cidade que cresceu
com esperança luta e vitória

Nossos campos são tão mais verdes
que germinam esperança
nosso povo tem mais sede
de trabalho e de mudança

O azul do nosso firmamento
é mais forte toda hora
vivemos sonhos intensos
de conquista e de vitórias

(Refrão)
Novo Gama aconteceu
para entrar em nossa história
foi cidade que cresceu
com esperança luta e vitória

Nosso solo tem seu valor
terra fértil que tudo dá
construindo com fervor
todos temos que honrar

É um povo de fé a afeição
procurando sua verdade
traz Deus no coração
com os irmão em igualdade

(Refrão)
Novo Gama aconteceu
para entrar em nossa história
foi cidade que cresceu
com esperança luta e vitória

Greve da Policia Civil no Goias -Ozéas de Oliveira


Eu denunciei isso a poucas matérias abaixo.... essa greve só veio confirmar o que já se sabe. A manifestação teve lugar na BR 40, onde ocorrem os preparativos para entrega da obra do DF que favorece também o estado



O por do sol e inicio de noite antes da nova iluminação da rodovia DF

fjaslkjfdsjv,cxmnv,m.cnxzvm,nczxmvncx

Saturday, March 11, 2006

Caça Níqueis apreendidos em Novo Gama - fazer o que?



Vinte e nove máquinas caça-níqueis foram apreendidas ontem, no município de Novo Gama (GO), distante 66km de Brasília. Os equipamentos, proibidos por lei, estavam em bares, lanchonetes e até em barbearias e padarias da cidade. “Fiquei morrendo de vergonha. Não quero saber de colocar esses jogos aqui de novo”, garantiu a comerciante Maria Helena da Silva, 48 anos. A mulher é dona de uma lanchonete, próxima à rodoviária do Novo Gama, e abrigava duas máquinas. Os equipamentos chegaram há pelo menos um ano. Maria Helena admite que sabia da ilegalidade do negócio, mas ficou tranqüila quando o dono dos caça-níqueis garantiu que ela não teria problemas com a polícia. “Eu ainda não avisei sobre a apreensão. Mas são eles (os donos) quem arcam com o prejuízo”, explicou.

Os fiscais da Agência Goiana de Administração de Negócios Públicos de Goiás (Agamp) tinham uma lista de 16 estabelecimentos comerciais para fiscalizar, mas concluíram a operação após visitarem 12 endereços. “Eles (os comerciantes) ficam sabendo da fiscalização e fecham as portas antes da nossa chegada”, comentou um dos fiscais, que pediu para ter o nome preservado. Como a equipe não portava mandados judiciais para busca e apreensão das máquinas, não pôde vistoriar comércios fechados.

Nenhum comerciante tentou impedir a ação dos funcionários da Agamp. Pelo menos cinco policiais fizeram a escolta da equipe. Todos os equipamentos recolhidos foram colocados em um caminhão baú e levados para o depósito da Agamp, em Goiânia. Segundo o supervisor de fiscalização, Christian Rosenkreutz, o dinheiro permanece na máquina até que a Justiça decida o que fazer com a máquina. “Por lei, todo dinheiro arrecadado com jogos ilegais tem que ser revertido para instituições filantrópicas ou organizações não-governamentais”, detalhou. Os caça-níqueis, por sua vez, são encaminhados para destruição na Polícia Federal.

De setembro de 2005 a janeiro de 2006, foram apreendidos aproximadamente 2,2 mil equipamentos de caça-níqueis e máquinas de bingo em cidades goianas. Neste período, 28 casas de bingo em Goiânia e no interior do estado foram fechadas. Segundo o responsável pela Diretoria de Loterias e Seguros do Estado de Goiás (Dlegs), Marcelo Siqueira, o número poderia ser ainda maior se o órgão tivesse mais funcionários.

No interior do estado, o combate à jogatina é ainda mais difícil porque as máquinas estão espalhadas pela periferia. Além disso, a distância da capital, Goiânia, também dificulta a ação dos fiscais. “A gente fecha o estabelecimento e, pouco tempo depois, o local está funcionamento normalmente, como se nunca tivesse sido lacrado”, afirmou Siqueira.

Ameaças
Na avaliação de Siqueira, o mais grave são as constantes ameaças de morte aos fiscais. Ele relata que parte da equipe passou a manhã de ontem na 3ª Delegacia Distrital de Goiânia, denunciando empresários da capital. “Durante uma operação, na quarta-feira, o dono das máquinas filmou toda a ação e disse, claramente, que se nossos homens recolhessem mais uma máquina seriam mortos. É muito difícil trabalhar assim, quase sem apoio”, reclamou.

No boletim de ocorrência de número 83/06, os funcionários da Agamp detalharam as ameaças e pediram providências à polícia. “Eles disseram que iriam arrumar um jeito de nos colocar na cadeia, acusando-nos de roubo e de pedir propina. Até tentaram fechar as portas do estabelecimento como mais uma forma de intimidar a equipe”, detalhou o supervisor de fiscalização da Agência Goiana.

O artigo 50 da Lei de Contravenções Penais prevê pena de três meses a um ano de reclusão e multa a ser definida na Justiça para quem cometer o crime de exploração de jogos de azar. Por ser considerado um crime de baixo potencial ofensivo, a pessoa flagrada nessa atividade assina um termo circunstanciado e responde a processo em liber dade. Os ministérios públicos estaduais são os responsáveis pela fiscalização. A desobediência das ordens judiciais que resultam nas interdições pode render multa de R$ 50 mil por dia. (AB)

Desamparados pelas autoridades governamentais - ainda



VIOLÊNCIA NO ENTORNO
Longe da tranqüilidade

No segundo dia de publicação da série sobre a criminalidade nas cidades próximas ao DF, o Correio mostra a situação de Novo Gama, Luziânia e Águas Lindas. Apesar do trabalho das autoridades de combate ao crime, moradores dizem que não há mudanças significativas

Fabíola Góis, Roberto Fonseca e Tarciano Ricarto
Da equipe do Correio

Ronaldo de Oliveira





‘‘Se Deus é por nós, quem será contra nós?’’ Quando o Estado falta, só com a ajuda divina. É o que resta aos moradores de áreas do Entorno que se destacam pela violência. Assustado com a falta de segurança em Águas Lindas, o auxiliar de cozinha desempregado Altamir Alves da Silva, 22 anos, recorreu aos céus para pedir proteção, estampando na frente de casa a citação bíblica. Altamir mora na sexta cidade com maior registro de ocorrências policiais no Entorno do DF. A mesma frase preenche as paredes da delegacia do Novo Gama. Até quem é autor da violência apóia-se na fé. A maioria dos 54 presos que estão nas oito celas da delegacia reclama da superlotação. O delegado Kleiton Manoel não reconhece o problema. ‘‘Tem cela que ainda tem espaço’’, garante. Usar o espaço das delegacias como carceragem é outra deficiência do sistema de segurança do Entorno. Em cidades como Luziânia e Águas Lindas presos condenados também cumprem pena nas delegacias. Depois de mostrar a insegurança em Valparaíso, Planaltina de Goiás, Formosa e Alexânia, o Correio publica hoje como os moradores de Águas Lindas, Novo Gama e Luziânia são reféns do crime. Ainda que as estatísticas da criminalidade no Entorno sejam elevadas, os secretários de Segurança Pública de Goiás e do Distrito Federal garantem que a violência naquela área apenas se mantém estável. Ainda assim, o Entorno do DF é considerada área crítica pelos técnicos do Ministério da Justiça e, por isso, tem recebido atenção especial. O Plano Nacional de Segurança Pública (Planasp), criado no início de 2000, pelo governo federal, foi a primeira tentativa concreta de sistematizar o combate à onda de crimes urbanos que assustam o país. O Distrito Federal recebeu R$ 8 milhões em 2000 e R$ 11 milhões em 2001 para investir em Segurança Pública. O Estado de Goiás recebeu R$ 19,822 milhões em 2000 e R$ 19 milhões em 2001 para investimento em todas as cidades. Ainda que os recursos não sejam destinados exclusivamente ao Entorno, os municípios da região serão beneficiados por meio de um acordo de cooperação entre as polícias do DF e Goiás. O valor dos recursos para 2002 ainda não foi definido. ‘‘Já se fez bastante, mas há muito por fazer’’, reconhece o secretário interino de Segurança Pública e Justiça de Goiás, Edemundo Dias de Oliveira Filho. A fala do secretário é unânime na boca de delegados e comandantes das polícias Militar e Civil do DF e Goiás. Mas a população do Entorno ainda não sentiu as mudanças. ‘‘A gente mora aqui porque não tem para onde ir. Ficamos por conta de Deus’’, lamenta a evangélica M.J.B., 40 anos, moradora do Novo Gama.











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Novo Gama
Lei do silêncio entre moradores


Acácio Pinheiro


A parede da delegacia do Novo Gama e a placa no muro de uma casa em Águas Lindas resumem o sentimento dos moradores do entorno: só apelando a Deus para conseguir proteção
‘‘No primeiro dia de janeiro, quatro assaltantes entraram no meu bar.
Eles anunciaram o assaltam, mandaram eu me deitar no chão e apontaram um revólver para minha cabeça. Na hora, fiquei desesperado sem saber onde estava o meu filho de sete anos. Depois disso, mandei o menino para outra cidade, onde mora a mãe dele. Também paguei R$ 180 para colocar duas grades no bar. Agora, quando o freguês entrar, eu fecho o portão.’’

Luiz Inácio Ribeiro
55 anos, morador há 16 do Lago Azul, no Novo Gama, proprietário de um bar

O município goiano do Novo Gama cresceu rente à divisa do Distrito Federal. Mas a proximidade entre um local e outro — separados apenas pela DF-290 — é logo desfeita pelo fosso social que existe entre eles. Pela janela do DF, é possível avistar do outro lado da rua um sobe-e-desce de barracos que imita uma favela carioca. Trata-se do bairro do Pedregal, um dos mais violentos e, provavelmente, o mais carentes em infra-estrutura do Novo Gama — cidade vice-líder em número de crimes por habitantes no Entorno.
Em muitas áreas da cidade, os moradores se recolhem no silêncio com medo de denunciar a criminalidade de que são vítima diariamente. Histórias de crimes não faltam, mas quase ninguém arrisca apontar o dedo para os autores da violência. ‘‘Semana passada, estava saindo de casa, às 6h, quando escutei uma mulher pedindo socorro. Quase ela foi estuprada. Abri minha porta e chamei ela pra dentro’’, recorda M.J.B., 40 anos, que também já presenciou muitos tiroteios. ‘‘Fiquei sabendo que o estuprador mora no Lago Azul’’, completa.
Lago Azul é outro bairro que se destaca em ocorrências policiais no Novo Gama. É lá onde moram Geraldo Antônio Batista e Divino Antônio de Oliveira. Cada um deles já foi vítima de algum tipo de violência. Depois das experiências nada agradáveis, cada um tratou de se proteger.
‘‘Minha padaria já foi assaltada duas vezes.’’ Após o primeiro assalto, as portas da padaria são fechadas às 18h e as vendas, realizadas por uma brecha na grade de ferro.
Já Divino Antônio quase perdeu a vida em pleno sol de 10h. ‘‘Já fui assaltado duas vezes. Em uma delas, quase levo o maior cacete por causa de um real. Estou pensando em vender a casa e ir embora’’, planeja Divino, que abriu um pequeno buraco na porta para espiar movimentos suspeitos do lado de fora.
Para fazer o policiamento da cidade, a PM conta com cerca de 150 policias, o que dá 50 por turno. A expectativa é que a criação de um Batalhão da PM no Novo Gama possa aumentar o efetivo. O projeto do Executivo de Goiás já foi aprovada na Assembléia Legislativa do estado. ‘‘É preciso criar o batalhão, mas tem que aumentar o efetivo. Já melhorou bastante, mas tem muito ainda o que melhorar’’, diz o major José Antônio de Lemos Filho, comandante da 12ª Companhia Independente da PM de Goiás.
A prefeita Sônia Chaves (PSDB) atribui as causas da criminalidade às condições sociais da população.

Thursday, March 09, 2006

Mais uma Congreção da Assembleia de Deus Sul Americana - Ministério Evelson Saraiva Leal


Localizada no Areal - Pedregal-Ceu Azul

Tuesday, March 07, 2006

Aconteceu na Assembléia de Deus Sul Americana

Presente para o Novo Gama

É muito estranho o beneficio que o Novo Gama recebeu, ou seja, a recuperação total da pista que liga a cidade à BR 040. Se o povo pudesse perceber o resultado de seus impostos, com certeza pagaria com prazer. Exemplo: o que cada motorista gasta na manutenção da suspen~são, balanceamento de rodas, e outros sistemas mais de seus veículos, é muito mais que alguns reais que pudessem ser cobrados a mais nos impostos diversos (ipva, iptu, etc).








O mais estranho ainda é fecharem os retornos que permitem voltar para a outra faixa; caso ocorra uma obstrução sobre o novo viaduto, o congestionamento vai ser grande.
Esperem e confiram.







Cheia de Graça e de Esperança


Mais um estabelecimento opta pelo Novo Gama. Esperamos que dê certo, inclusive no local onde se estabeleceu...

Acidente fatal




Seis pessoas morreram no acidente: três adultos, um adolescente e duas crianças. Segundo a polícia, por causa de uma fechada o carro foi jogado contra um poste, que caiu sobre o veículo, matando as seis pessoas.

“De acordo com o bombeiro, a vítima socorrida com vida disse que o carro deles foi fechado por outro, que provocou o acidente”, contou o soldado da Polícia Militar, Cláudio Gomes.

Hoje de manhã, ainda era possível ver o impacto da batida. A base do poste ficou completamente destruída. Duas pessoas sobreviveram e foram levadas para o Hospital Regional do Gama.

Lauro Menezes de Souza e Daiane Rezende da Cunha têm ferimentos pelo corpo e estão em observação. O irmão de Daiane, Thiago Rezende, conversou com ela e confirmou que o carro levou uma fechada. “Um carro tentou ultrapassar o outro. Foi quando uma moto entrou na frente, o carro deles bateu no meio-fio, desceu o barranco e acertou o poste”, disse o estudante.

Os dois sobreviventes terão que depor na delegacia de Santa Maria, para esclarecer as circunstâncias do acidente.


http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060306-154014,00.html